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Lançado ao mar primeiro porta-contêineres construído no Brasil em 15 anos

publicada em 28/05/10 às 09:22:20

O primeiro navio porta-contêineres construído no Brasil em 15 anos foi lançado ao mar nesta quinta-feira, no Rio de Janeiro. A embarcação Jacarandá foi construída pelo Estaleiro Ilha S.A. (Eisa), com verbas do Fundo da Marinha Mercante (FMM), a pedido da empresa de logística Log-In. O vice-presidente da República, José Alencar, disse que a inauguração do Jacarandá marca mais um passo no renascimento da indústria naval brasileira.

O Jacarandá é o primeiro de um lote de cinco navios porta-contêineres e dois graneleiros que estão sendo construídos pela Eisa para a Log-In, a um custo de R$ 1 bilhão, integralmente financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com verbas do FMM. De acordo a Log-In, o último navio-contêiner brasileiro havia sido construído em 1995.

Segundo José Alencar, a reativação da indústria naval é importante não só pela geração de empregos, mas também para estimular o transporte de cargas por via aquática dentro do território nacional.

"A navegação de cabotagem no Brasil é de uma importância muito grande para a economia como um todo. O transporte marítimo é muito mais econômico e o Brasil possui, de graça, essa estrada maravilhosa, que são quase oito mil quilômetros de costa atlântica. O Brasil deveria ter, há mais tempo, desenvolvido a indústria naval", disse o vice-presidente.

Segundo o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, a indústria naval empregava 30 mil pessoas antes da crise do setor, entre a década de 90 e o início desta década. No auge da crise, Passos disse que a indústria passou a empregar apenas duas mil pessoas. "Hoje empregamos mais de 45 mil", disse Passos.

O navio Jacarandá teve como madrinha a esposa do vice-presidente, Mariza Gomes da Silva. Com 218 metros de comprimento, a embarcação tem capacidade para transportar 2.800 contêineres de 20 pés, ou seja, cerca de 38 mil toneladas.

De acordo com a Log-In, proprietária do navio, ao substituir 2.800 caminhões, o navio emite até 80% menos gases do efeito estufa na atmosfera. Durante a cerimônia, o Eisa também anunciou que construirá um estaleiro em Alagoas.

Fonte: Agencia Brasil

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