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Demanda impulsiona aumento de 13% no trade entre Ásia e EUA

publicada em 23/06/10 às 10:55:53

A TSA (Transpacific Stabilization Agreement) divulgou números que atestam um "modesto mas sustentado crescimento econômico" no trade transpacífico, segundo a própria organização. A liga de armadores informou que as movimentações no comércio entre Ásia e EUA totalizaram 1,27 milhão de Feus (unidade equivalente a um contêiner de 40 pés) durante o primeiro trimestre do ano.

Os números representam um aumento de quase 13% em relação à carga conteinerizada escoada durante o mesmo período do ano passado - embora este nível ainda esteja abaixo dos volumes de 2008.

No mês de maio, os 15 membros da TSA apontaram incremento de 24,1% nos embarques para a costa oeste dos EUA, em comparação ao mesmo mês do exercício anterior, e um salto de 30,8% em todas as exportações com destino à costa leste e ao Golfo do México, pelo Canal do Panamá.

O aumento da demanda de carga da Ásia para os Estados Unidos no primeiro trimestre pegou os armadores e clientes desprevenidos. Com isso, as companhias estão tomando medidas individuais para suprir a demanda. Linhas passaram a reativar serviços extintos, empregaram embarcações adicionais para carregamentos em direção aos EUA e também optaram por transbordos, para manter equipamentos perto dos portos, otimizando as operações.

A receita, entretanto, continua sendo uma preocupação para os armadores que, juntos, perderam mais de US$ 15 bilhões em 2008. "As linhas se encontravam em situação difícil no ano passado e essa foi uma experiência decepcionante", disse o presidente e chefe executivo da Hanjin Shipping e também atual presidente da TSA, Kim Young-min.

Mas o executivo ressalta o lado positivo da crise. "Depois do ano passado, nenhuma transportadora vai voltar a operar navios subutilizados e com taxas que não compensam. Cada escala e equipamentos terão de ser economicamente justificáveis", afirma.

Embora o panorama econômico a longo prazo ainda permaneça incerto, as operadoras agora estão vendo uma onda forte na temporada de pico que pode durar alguns meses", aposta Kim.

Fonte: Guia Maritimo

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