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publicada em 22/04/10 às 09:26:44
Consórcio quer a concessão do Porto de Aratu (BA); projeto está orçado em R$ 400 milhões.
O consórcio formado pela Braskem, Log-In e Ultra que pleiteia a concessão do Porto de Aratu (BA) planeja entregar o estudo de viabilidade técnica e econômica do projeto ao governo no final de maio, revelou em entrevista exclusiva ao Guia Marítimo o vice-presidente executivo da multinacional brasileira de petroquímica, Manoel Carnaúba Cortez (na foto).
De acordo com ele, a regulamentação do modelo de concessão de porto público à iniciativa privada, publicada pela portaria 108 no último dia 7, é uma boa notícia. "Estamos otimistas, vamos poder avançar, as notícias são alvissareiras".
As formas de obter a concessão são três - caso o empreendimento esteja contemplado no Plano Geral de Outorgas do governo; por meio de requerimento à Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), se a obra não constar do mapeamento; e "por interesse público ou de indução do desenvolvimento regional, definido pela SEP (Secretaria Especial de Portos)".
O projeto de Aratu, que permanece orçado em cerca de R$ 400 milhões, é controlar o porto baiano para modernizá-lo e ampliá-lo, de forma que possa ser uma real opção a Salvador, considerado um dos piores do País para operar.
O escopo do plano prevê ampliação dos berços de atracação, construção de um terminal de contêineres, pátio de regulação de caminhões, entre outras intervenções. Hoje, Aratu tem um terminal para granéis gasosos (com um berço de atracação), um para líquidos e um para sólidos, com dois berços cada. Na nova configuração serão construídos mais três berços: um para granel líquido, um para sólido e um para contêiner, além do terminal dedicado à carga conteinerizada.
Serão movimentadas cargas próprias e de terceiros, fazendo de Aratu uma opção real para as cerca de 60 empresas instaladas no polo industrial de Camaçari (BA). O negócio é especialmente estratégico para a Braskem. A maior empresa química do Brasil, com oito fábricas no Estado, movimenta 4 milhões de toneladas por ano pelos portos baianos - 3 milhões de toneladas movimentadas na navegação de cabotagem.
Entretanto, o embarcador enfrenta gargalos para operar em Salvador em razão da baixa produtividade, pouca modernização e assoreamento do porto. A empresa contratou um estudo para aferir como as deficiências dos portos baianos estavam tirando sua competitividade. O resultado foi que a Braskem tem uma perda relativa grande, com um custo adicional de US$ 20 para transportar uma tonelada entre a fábrica até o navio quando comparado a um concorrente que movimenta por portos europeus como Roterdã e norte-americanos como o de Houston.
"O fato novo que tem é o que o governo do Estado realizará no próximo dia 3 a licitação da rodovia que dá acesso ao Porto de Aratu, o sistema BA-093, englobando 125,3 quilômetros, em 25 trechos de seis rodovias. Será uma enorme melhoria de acesso nesse primeiro momento", pontua Carnaúba. Participam do certame nove empresas - dentre as quais a OTP (Odebrecht TransPort), braço da holding que controla a Braskem. Além disso, destaca o executivo, existe um projeto para acesso ferroviário.
Fonte: Guia Maritimo
Créditos: Modena Design